8 de março de 2009

De Volta ao Mundo dos RPGs

Alcora - O Reino de Wigner

No meio da era das grandes guerras existe um reino que é lendário por sua reputação de popularidade e harmonia interna; um reino onde houveram pouquíssimas revoltas e cuja auto-sustentação é imperial. Este é o reino de Wigner, um homem sábio e forte em todos os sentidos da palavra.
Diz-se que o reino foi atacado por todos os seus vizinhos, mas a batalha, que dura já uns vinte anos, ainda não se mostra no fim, porém Alcora (o reino de Wigner) se mostra implacável em muitas das batalhas travadas.
Um dos segredos de Wigner para o sucesso das estratégias de guerra é manter segredo de todas as vilas que dão suporte, seja com alimentação, com armas, com guerreiros, etc. Estas vilas são ocultas entre as montanhas e florestas de toda Alcora, e seria sobre-humano para um inimigo encontrar as passagens secretas para tais vilarejos, mas quem disse que todos os inimigos são humanos?
Apenas alguns homens de mais variadas perícias são eleitos para fazer a ligação entre o reino e as vilas. Estes homens geralmente são fortes e sabem ocultar bem a sua presença e dos materiais exportados, são chamados de "-ais": os que vem da vila de Loki são conhecidos como "Lokiais" e os que vem da vila de Orige denominam-se "Origeais".
Nem sempre os "-ais" obtêm sucesso em suas missões e alguns grupos são totalmente dizimados. o que muitas vezes significa que a vila foi descoberta ou que a vila nunca mais terá contato com o reino, ao menos não durante a guerra.
A vila de Loni, onde começamos esta história, está na situação de não ter contato com Alcora há dois anos e agora precisa saber o que está havendo com o reino. Vai eleger pequenos camponeses que cresçam em poder e coragem para que cruzem as fronteiras ocultas do reino e finalmente determinem o futuro do vilarejo. Chegou a hora de eleger os novos "Loniais".

27 de janeiro de 2009

Meu Medo

Thiago diz:
eu já te disse que fiz uma coisa estranha? muito!
e que tenho que aprender a superar a própria coisa que fiz comigo mesmo?
Daniele diz:
han?
Thiago diz:
pois é...
é nisto que venho trabalhando, e lentamente, estes dias
Daniele diz:
ixiiiiiiii
Thiago diz:
se bem que acordar tarde é bem comum e atrapalha um bocado
Daniele diz:
aii entendii nadaa..mas td bem
Thiago diz:
EU COMPREI UMA MOTO!
kkkkkkkkkk
e agora tenho que aprender a andar com ela.
quer dizer: não é só aquela coisa de DETRAN dar umas voltinhas desviar de alvos estáticos
agora é saber se comportar no trânsito e frear, acelerar...
Daniele diz:
eh exatamente
moto eh complicadinhoo
Thiago diz:
pois é...
o meu problema é que acho que os discursos de perigo me influenciaram muito
e... na verdade... não tenho nenhum tesão especial por duas rodas
ai fico até arrumando desculpas pra não sair pra aprender a dirigir a motinha...
Daniele diz:
ai tu tb num pode
pensar pelo q os outros falam
pow
tu tenta
Thiago diz:
é...
Daniele diz:
se num gostar se num der certo pelo menos tentou neh?
mas tentaa ...
Thiago diz:
meu argumento inicial era que se eu ficasse muito tempo com medo ou não gostasse de jeito nenhum eu vendia ela!
Daniele diz:
oras só vende se tu realmente num gostar. tu nem tentou jah tah pensandoo assim
sem ao menos tentar
oushh meninoo
tentaa neh
daí simm tu vai poder tirar alguma conclusão
Thiago diz:
não!!! Era o argumento, mas não está com cara de que vou vender não, pelo menos não agora...
Daniele diz:
entãoo..tem tentar primeiro neh...aii dps vc v o q faz
Thiago diz:
Mas o que preciso é treinar, sair por ai e aprender a mexer em todos os trecos e tal...
Uma Yamaha Ybr Vermelha linda...
125 cc 2008/2009
traduzindo: 125 cilindradas fabricada em 2008 mas com modelo de 2009
Daniele diz:
deixaa de preguiçaaa
Thiago diz:
simmm é verdade: tem muita preguiça envolvida neste processo
mas confesso que desde pequeno nunca gostei de bicicleta pra ficar dando voltas sem objetivo na rua...
é mais ou menos assim que me sinto hoje andando com ela dando voltas pra aprender a sair e a frear...
Daniele diz:
pensando por esse lado eh
mas pensando por outro vc vai chegar mais rápido nos lugares
mas moto eh mais perigoso neh!!mesmoo assim custa nadaa
tu tentar aprender
Thiago diz:
a idéia é pra trabalho: ir à faculdade, ir ao curso de inglês (Senac) etc...
Passagem aumenta, aumenta desconforto e a demora dos ônibus e perigo nas paradas...
Daniele diz:
exatamente isso
o bom é que tem esse lado q ajuda neh?
Thiago diz:
huhum
sem contar que onde moro tem repertório horrível de ônibus
Daniele diz:
eh neh! ainda a passagem eh mais cara neh?
ixii
tenta aprender pow vai te ajudar
chegar nos lugares mais rápido
e além disso tem todas essas vantagens
Thiago diz:
rsrs
Daniele diz:
ahh tem pensar pelo lado bom sempre neh?
se não a pessoa acabaaa fazendoo nadaa
por medoo
Thiago diz:
é...
!!!
Daniele diz:
então
Thiago diz:
Eu não tenho conhecimento prévio nem de carro nem de moto...
jà percebi que tenho medo do trânsito em si...
Mas não muito... Graças a Deus!
Daniele diz:
e entãoo deixaa de coisa
...
eh tudo
coisa da tua cabeça
Thiago diz:
Agora é treinar pra superar todas estas adversidade
Daniele diz:
quem faz ter medo eh a gnt mesmo
Thiago diz:
concordo: "quem faz a gente ter medo é a gente mesmo"
____
Co-autor: Daniele Andrade

30 de dezembro de 2008

Arte da Investida

Em homenagem ao livro que acabo de ler de Sun Tzu: A Arte da Guerra, eu faço um texto aqui sobre a arte de investir em uma mulher, talvez capítulo 1, sei lá... rsrs eu tentei escrever seguindo a linhagem do grande mestre e achei muito legal a tentativa; a idéia é nos divertir mesmo. É muito assunto e o tema nos leva longe - páro de escrever aqui por cansaço mesmo; não sei se agradarei todos não... ui ui ui
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A Arte da Investida

Uljota diz: Se tu amas, de todo o teu coração, alguma mulher, age. O homem que não faz por onde dificilmente obtém o que deseja. Conheça-a antes de tudo. Espia seus movimentos, entra em seu pensamento, conhece seu gosto, seus amigos, suas simpatias. Não deixa escapar nada. Antes de agir é muito necessário saber como agir; a observação não pode ser confundida com apenas a contemplação, é antes de tudo teu guia.

Depois observa quem és. Tuas compatibilidades com ela, tuas afinidades e vês já se a "batalha" poderia ser ganha ou perdida. Muitas vezes a mulher é conquistada antes mesmo de se investir nela, antes mesmo de se mover uma palha em sua direção, ou qualquer rosa. Nota se és tu quem ela precisa. Não é bom fazer esforço extraordinário ou desnecessário, saiba avaliar bem isto. Se ela é muito diferente ou precisa mudar algumas coisas sérias para te agradar por completo esquece-a! Ela não merece sequer o esforço do vigia. Nem tu merece o valor que ela tem.

Quando agir, sede sério. Não sede nem de mais nem de menos; nem seco nem molhado. Tudo em excesso é ruim. Tudo em falta é penoso. Sede como o Sol que oferece seus raios para iluminar, mas não obriga ninguém a recebê-los. Não sedes nunca pesado; nem leve demais. Tenta ser como você seria depois de muito tempo junto a ela. Note a dificildade desta façanha! Saiba que ninguém que age assim é infeliz.

A arte de investir é muito complexa, e depende da arte de escutar, falar, ver e sentir. Estas coisas o homem bem sucedido deve conhecer bem. O homem que se conhecer bem sabe seus limites e deve saber conduzir todas as situações para que fique sempre distante deles. Nada pode ser constrangedor, forçado; tudo deve fluir natural.

O homem deve evitar, o máximo que possível, exageros. As quantidades são importantes. Nem demais, nem de menos. Não lhe fala muito, nem pouco. Não lhe olha muito, nem pouco. Mas faz tudo isto com intenção. A mulher não pode deixar de saber a verdade. Não mintas pra ela. Senão com boca, fala-lhe com as mãos, com os pés, com os olhos e com as atitudes, mostra gratidão pela presença tão estimada de semelhante criatura, mas procura dosar bem isto: uma dose pode ser a cura ou a fatalidade.

Não exagere em intensidade! Deixa a mulher absorver todo o teu encanto e dá-lhe tempo. Digo-te que as coisas que demoram a esquentar demoram a esfriar. Assim pensa quando quizeres a dama de teu sonho: o tempo que terás com ela pode ser proporcional ao tempo que durou conquista-la por completo. Aqui podes lembrar de que muitos homens sábios conquistam suas esposas diariamente, ou podes lembrar que namoros adolescentes duram o tanto quanto o desejo curioso. Também dá limites superiores ao tempo: a mulher que te faz esperar sem motivo aparente em geral não vale a sua espera.

Tudo depende do estado de espírito do homem. Avalia a tua maneira de pensar. Sede altivo, feliz, otimista, calmo. Cuide bem de teus preconceitos. Não os mostra! Luta contra eles. Não dá chances de seres ridicularizado. Não te ridicularizes, também. Avalia as diferenças de idades, de convívios, de sonhos e pensas isto antes de te aventurar em terreno desconhecido. Nada poderá te surpreender se tiveres pensado em tudo.

Agora pára e reflete no meu texto! Se tu decoras tudo isto para uma mulher certamente perdesse muito tempo com ela, já! Isto deves ter em tua mente e no coração e não direcionado a uma pessoa. Sede antes você mesmo do que ela. Já ouvistes alguém dizer: "Você pensa muito e age pouco", é verdade! Não te deixes cair neste mal. Tudo o que eu disse pode ser feito em questão de segundos usando a bússola de teu coração. Antes de encerrar, digo-te ainda duas coisas:

Não deixes teu coração solto. Não escuta tudo o que ele diz porque ele faz escolhas erradas, ele não avalia hora nem lugar, nem quantidade, nem qualidade. O homem carente precipíta-se a amar a primeira mulher que lhe dá carinho. O ciume é corrosão no coração, irracional e impertinente. Pensa bem e saberás avaliar o que no coração é útil, bom e verdadeiro.

Não deixes tua mente solta! Teu raciocínio pode complicar muito mais do que podes imaginar. Não ignores o poder da simplicidade nem a surpresa da sofisticação, um problema de dosagem. Se teu pensamento segue fixo inventa trabalho, diversão, ocupa tua mente. Ela livre pode se unir ao coração solto e podem juntas alimentar pensamentos pesados e obscuros. Evita tudo o que é ruim, o que te atrapalha, o que tormenta. Sede claro, límpido e transparente a tu mesmo.

20 de novembro de 2008

Investida

Tudo é uma questão de valor. A forma como você valoriza um dado objeto ou uma dada companhia, tudo isto depende do indivíduo, tudo depende de sua maneira de encarar o mundo e de como você se sente de acordo com as normas modistas de sua época.
***
Quando ele conheceu aquela menina de cara notou que ela era qualquer uma. A menina era altamente desenrolada e conversava abertamente como se soubesse tudo sobre relacões sociais e, claro, como se tivesse a mente aberta em relação a diversos assuntos.

O que lhe chamou atenção não foi isto, aliás. A menina tinha pinta de que não era menina de namorico; era uma criatura aberta a relacões um-a-um, dois-a-um, n-a-n, etc...

Começou a investigar. Ela tinha namorado fulano, mas não deu certo. Ficou com dois caras simultaneamente por algum tempo, depois resolveu ficar quieta e acabou se relacionando sério com uma menina. Teve até uma fonte segura que chegou a dizer algo do tipo "nunca vi ela negar nada". Olhando para ela ficava claro que ela não era uma menina de dizer um não quando você atiçasse. Também não tinha nenhum trabalho de esconder suas relações e sua forma alternativa de pensar.

Aí você dá ouvidos à razão, ou ao coração, ou ao orgulho, sei lá! Sente vontade de entrar na jogada mesmo tendo valores quase totalmente divergentes. Aconteceu que ele resolveu pegar a garota. Chegou devagar, conversou, brincou. Na hora "H", na hora em que tudo poderia rolar (meticulosamente calculado depois de toda a investigação comentada) ela deu pra trás...

Hey! Peraê! Como assim? Ela não nega pow! A menina que fica com todo mundo não quer ficar com o cara? Tudo bem, que besteira! Fazer o quê? Não se pode obrigar ninguém a fazer algo que não se quer.

Depois aquilo vai subindo a cabeça e o camarada fica meio complexado, "como é que pode?". Observa os passos dela e fica meio noiado receando a data que ela vai ficar com alguém. Foi assim que ele gamou nela. Vai entender!

29 de agosto de 2008

Uma Boa Posição

Eu ainda não sei bem o que é ser iniciado científicamente. Olhe que quem diz isto é um estudante que fez duas iniciações ciêntíficas no curso de graduação. É que nada aprendi de verdade ou nada desenvolvi que me dê a sensação de tarefa cumprida. Na verdade, nem mesmo de tarefa iniciada. O problema vou contar agora.

Quando no quarto/quinto período do curso, eu pedi iniciação ciêntífica a um professor do departamento de física da UFPE. Ele havia sido meu professor em duas disciplinas e um ótimo professor, diga-se de passagem. Quando eu fui conversar com ele sobre a possibilidade de fazer uma iniciação ciêntífica com ele fui até bem recebido, até que os problemas começaram a surgir.

O primeiro deles é que, devido ao meu retardamento em pedir (demorei muito a dar entrada de fato) eu perdi a bolsa de iniciação científica, pois o professor só dispunha de uma bolsa e já tinha um estudante bolsista no laboratorio. O segundo deles é que eu era estudante da licenciatura e, pelo que deu pra perceber ao longo do tempo, ele sempre achou que eu ia terminar apenas ensinando mesmo, sem seguir carreira acadêmica (mestrado, doutorado) e, por isto, sem ser necessário fazer uma iniciação científica de verdade.

Quanto ao problema financeiro, eu disse a ele que poderia fazer a disciplina Iniciação Científica (IC) assim mesmo, desde que, ao menos, ela contasse no sistema da Universidade como crédito e carga horário realizados. Ele concordou e o resultado é que eu passei nas duas disciplinas "em cima da média", quer dizer, com 7,0 (IC I) e 7,5 (IC II) onde a média de aprovação da universidade é 7,0.

Isto quer dizer que sou um estudante muito ruim, ou um iniciado cientificamente "meia boca", pois todo mundo tira nota razoavel acima dos 8,0 pelo menos, e olhe que esta nota é relativamente baixa... Eu poderia ficar triste e achar que eu tenho algum problema, questão esta que não está fora de cogitação, mas tenho outras perspectivas sobre o futuro e sobre o que aconteceu de fato.

Sim; eu sou um iniciado cientificamente "meia boca", mas acho que a culpa é tanto minha quanto, e talvez mais, dele. Eu não sabia o que era ciência e como é lidar com experiências científicas (e nem sei), e o papel do professor é ensinar ou orientar quanto a este quisito, eu acho que isto não foi feito.

O dia-a-dia do laboratório era sempre o mesmo: fui encarregado apenas de ajudar um estudante de mestrado a terminar seus trabalhos, e o estudante sempre me dava a entender que eu atrapalhava mais que ajudava, uma vez que o trabalho estava já muito adiantado e havia pouco tempo para ele fazer a dissertação de mestrado dele, e tinha que correr.

O professor raramente aparecia. Me deu um trabalho de analogias mecânicas que nunca pôde ser feito na oficina porque ninguém deu muita prioridade, nem mesmo o professor; até dá pra entender visto o pouco tempo que os caras tem. No final eu ficava sem ter o que fazer apenas deixando o tempo passar; só eu não, o professor e os estudantes achavam que estava tudo certo assim. Desde este tempo dava pra sentir que ali não tinha espaço pra mim...

Assim neste regime minha nota ficou no nível dos sete. O professor nunca disse o que queria e deixou deste jeito. Na primeira vez eu concordei que merecia nota baixa, mas depois, na segunda, quando houve um certo esforço em obter os resultados (depois que o estudante de mestrado já não frequentava o laboratório), fico chateado por ele dar sete e meio, depois do laser sair do lugar duas vezes e eu colocando ele de volta; depois de estar tudo na minha cabeça mais ou menos compreendido e depois quando tudo está certo para fazer um bom trabalho de mestrado, que era a minha pretensão naquele laboratório.

Mestrado... Ah! Mestrado... Lá estava eu vagando pelos corredores do departamento me perguntando o que ia fazer no mestrado e resolvi falar com o professor. Então ele me disse, cordialmente, que estava com muitos estudantes e, como seu trabalho era puramente experimental - que precisa de espaço para trabalhar, eu provavelmente ia ficar com um trabalho interrompido ou mal feito se continuasse no laboratório. Em outras palavras: não tem espaço para mim. Depois de algum tempo eu fico me perguntando se esta é mesma a verdadeira razão.

A felicidade, para coroação de um curso cheio de desapegos à vida feliz e normal, foi a notícia de ter sido aprovado no mestrado do departamento. Não poderia haver notícia melhor depois de todo o esforço destes anos ali estudando e aturando coisas sem necessidade que alguns insistem em manter na tradição da física pernambucana.

Em relação a este professor, tema da postagem, eu ainda tinha um assunto pendente - e que vai permanecer pendente indefinidamente: o projeto mecânica da analogia, aquele que mencionei depender da oficina do departamento. Quando fui falar com ele sobre o assunto (e agradecer a carta de recomendação) ele me parabenizou por ter passado no mestrado e, para minha inocente surpresa, soltou um feliz: "Você até ficou numa boa posição" e esta é a frase mais estúpida que alguém poderia dizer a seu orientando, ou ex-orientando, sei lá...

Vamos aos fatos: foram aceitos nove estudantes para o mestrado no DF-UFPE. Minha posição no rank é quinto, ou seja, existem quatro na frente e quatro atrás. Os quatro da frente são do departamento e os quatro atrás, com excessão de um, são de fora. Meu histórico escolar não conta com nenhuma reprovação e média geral entre 8,0 e 9,0. Como sou da licenciatura espera-se que esteja atrás de todos os bacharéis. Sou um estudante pelo menos razoável, não é? Então eu me pergunto: se eu fiquei "até numa boa posição", qual deveria ser o posição que ele esperava?
A minha queixa quanto a isto é que, se não deu para eu "lucrar" com a bolsa de iniciação científica, eu poderia ter ao menos "lucrado" com a aquisição de um conhecimento mais sólido e muito melhor trabalhado; mas até isto foi "meia boca".

10 de julho de 2008

Minha mãe acha que eu preciso de um psicólogo. Pelo menos não é um psiquiatra.

23 de maio de 2008

Essa me foi mandada por Orkut e vale a pena ser repassada aqui:
Rui Barbosa, ao chegar a sua casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
"Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência que o vulgo denomina nada."
E o ladrão, confuso, diz:
"Dotô, eu levo ou deixo os patos?"
Esse é Rui Barbosa. Chiquérrimo!!!

14 de maio de 2008

Cruzamento

Uma história de duas pessoas. A primeira delas é um homem... Bem, a segunda delas também é um homem. Podemos concluir que esta é uma história de dois homens. Estes dois indivíduos nunca se cruzaram durante toda a vida, exceto (claro! tinha que ter um exceto) em uns dez minutos um bocado peculiares. Para entender o processo, talvez injustificável (!?) de como aconteceu, temos antes que tomar o início da narrativa duas semanas antes do evento.

Joaquim Tavares (os nomes citados nesta narrativa fazem parte de escolha aleatória do autor, qualquer semelhança com outras pessoas é mera coincidência) estava numa sinuca de bico, quer dizer, numa saia justa ou nunca situação apertada, se é que você me entende... Aí ele achou que uma das soluções possíveis (porque não era única) era se endividar com um camarada que retinha boa parte de dinheiro em seus obscuros cofres de fundo de beco. E assim foi. Depois de algum tempo (uma semana e três dias) Joaquim tinha que pagar a dívida, mas não tinha como. Avisado outrora que acidentes aconteciam, Joaquim resolveu solucionar este problema com o ato de assaltar: dinheiro entra fácil e não tem mais ninguém para se preocupar por isto. Como não era um cara experiente e ainda estava muito receoso, esperou uma semana para realizar seu primeiro assalto. Escolheu justamente aquele outro camarada cujo nome não foi pronunciado no início do texto, lembra? (Se não, favor recomece a ler o texto prestando mais atenção) Pronto.

Adamastor Valente (o outro camarada cujo nome não foi pronunciado no início do texto) era bizarro. Não faço a mínima idéia de onde pode ter surgido um cara daquele jeito (acho que você vai concordar comigo) : deixa eu contar... Adamastor não conhecia absolutamente nada e não sabia de nada. Era como um espectro que nunca existiu e que em poucos segundos já iria deixar de existir, quando talvez dobrasse uma esquina. Tinha pinta de agricultor, mas nunca tinha visto nenhum dos equipamentos que estão espalhados usualmente nas plantações. Ele vagava, naquele dia, como um "zé ninguém" no meio de um mundo que parecia que não conhecia nem um pouco.

Foi neste estado que Joaquim abordou Adamastor.

-- Muito bem! Passe a carteira, celular, dinheiro no bolso? Manda tudo.
Adamastor fica imóvel. Joaquim olha bem para a cara do outro infeliz e se arrepende quase que instantaneamente.
-- Bem, senhor, deseja que eu lhe dê tudo o que tenho? Não posso, tive recomendações para não deixar nenhum estranho levar as minhas coisas.

Joaquim se irrita, queria que tudo fosse rápido e se sente extremamente arrependido.

-- Muito bem, então... (Joaquim saca a arma e ameaça o outro)

Ao passo que Adamastor responde:

-- Ah! O senhor não fica com raiva de mim, não? É que disseram que este mundo era perigoso e tomam suas coisas sem você querer. As coisas que eu tenho eu vou precisar.
-- Hey, calma calma calma calma... Fica quieto! Isto aqui é um arma, não está vendo? Se não me passar as coisas eu juro que te detono.
-- Uma arma? Eu conheço armas muito mais pontiagudas que esta, não acho que poderia me destronar, aliás, não sou rei.

Joaquim pára, olha em volta e não acredita. Aquele cara lá parecia estar falando mesmo a verdade. Era o timbre de voz, sei lá. Joaquim então explica:

-- Esta arma atira... E o que sai daqui de dentro é muito mais potente que qualquer arma pontiaguda. Eu disse DETONO.
-- Lanças são muito eficientes. Isto é melhor que uma lança? Ah, já te disse: não sou rei.
-- Isto vale por mil lanças, um tiro e você morre. Eu falei detonar de detonação: eu te mato!
-- Mil lanças? Porque você quer meu dinheiro se tem dinheiro para comprar mil lanças?
-- Esta arma é emprestada. Estamos conversando muito: passa logo este dinheiro.

Adamastor põe a mão nos bolsos e faz sinal de negativa.

-- Meu nome é Adamastor. Qual o seu?
-- Cala esta boca e passa logo o que você tem aí...
-- Aí onde? Não tenho nada.
-- Nos bolsos.

Adamastor dá mais uma olhada nos bolsos e volta a olhar para o outro infeliz (infeliz aqui se refere ao outro e não a Adamastor, tá?) com sinal de negativa. Joaquim acha, ou tem certeza, que tem alguma coisa ali. Quando pede pela quarta vez e quinta percebe que tem duas alternativas: a primeira é desistir de assaltar aquele cara, a segunda é meter-lhe o cacete: descer o pau no otário. Definitivamente ele estava arrependido de ter escolhido aquele "pinta de agricultor" pobre. Pelo menos serve de lição a escolha do pato.

Quando Adamastor perde a consciência Joquim lhe mete a mão pelos bolsos da calça jeans. Não havia nada, a não ser uma carteira de Hollywood suave, a chave de um cadeado pequeno e areia. Joqum se recolhe com os ciagarros, vira o beco e sai de mansinho (discreto a passos largos) ; talvez orgulhoso da coragem em abordar, talvez arrependido do ato de não conseguir nada.

16 de abril de 2008

Diretas Já

  • Hoje o grande movimento pelas eleições diretas no Brasil completa 24 anos, coincidentemente a mesma idade desta que vos escreve. Ao constatar o aniversário desta data tão importante (não que meu aniversário em 10 de março não seja importante, mas aqui me refiro ao comício das Diretas), não pude deixar de compartilhar minha revolta.
  • Depois de tanta luta, tanta morte, tanto cacete, tanto DOPS pra cá e para lá, vemos que nosso direito ao voto transformou-se de sonho em tédio. Quem, hoje, sente-se estimulado por eleições no Brasil a não ser os próprios políticos? Olhamos aquela lista interminável de candidatos, daqueles famosos até o Zé Pipoqueiro da Praça. O problema é que nem o engravatado nem o humilde nos seduz. Foi para isso que tantos morreram entre 1964 e 1985?
  • Já ouvi dizer que gente boa não se candidata, e que o poder corrompe. Qual então seria a solução?

1 de abril de 2008

Estrelas e Átomos

É sempre muito bom sentar ou deitar olhando as estrelas do céu e mostrar aos amigos que os átomos são divisíveis. Espera aí! Os átomos são divisíveis? Bem, ao menos numa noite brilhante e com amigos tão doidos quanto eu, sim. Aí vem alguém de algum lugar e diz: "mas os átomos são divisíveis!" táa táa! Então pega aquilo lá que forma o átomo, aquilo que seja indivisível, certamente você vai encontrar alguma coisa ali que não seja dividida mais, certo? Muito bem... O que será? Elétrons, neutros, fótons, quarks, cordas, pontos ou seja o que mais! Seja lá aquilo que você acha que não é divisível nós mostramos que é!

Tome 20 átomos (ou aquilo que você ache que seja indivisível). Se existem 2 pessoas que querem os átomos pra si então cada uma fica com 10 átomos! PRONTO! Isto mostra que os átomos são divisíveis!

"Hey!", dirá alguém, "mas e se tiverem 3 pessoas querendo os átomos?"; Então um de meus amigos resolveram a questão: "cada um fica com 6 e ainda sobram 2 átomos!". Não deixo de citar a frase que sucedeu a solução: "Fantástico amigo! Vocâ acabou de descobrir o resto da divisão!".

Hahaha! Tem coisas que só são engraçadas quando se está na madrugada olhando para o céu estrelado e conversando merda no meio-fim de uma festa!

Beijo a todos.