Lá vem o ciclista pedalando no acostamento de uma via pública quando um carro aparece. O carro vem de uma via transversal e o motorista cuidadosamente olha para ver se pode entrar na via com segurança. Quando vê o carro parando e o motorista olhando cuidadosamente o ciclista pensa que o motorista parou por causa dele e prontamente, e inocentemente, acelera para que não atrase o pobre motorista em seu trajeto para sabe-se lá onde.
Enquanto passa na frente do carro percebe que o último acelera enquanto ele ainda está passando.
Conclusão: bicicletas funcionam tal qual uma capa da invisibilidade.
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11 de setembro de 2012
12 de julho de 2011
Ladeira da razão
essa é uma versão da música 'ladeira da razão' de Guilherme de Aquino

plantei um trigo muito doido e tal
para mim voá é mó legal
inda mais se o destino for
ficar muito doido
saio da ladeira da razão
pra encher melhor o meu pulmão
e senti a brisa é tão bom
pra alegrar o tom
muita gente na verdade quer
uma coisinha pra ficar lelé
só que se os homi chegar
é melhor dar no pé
vem comigo viajar também
e enrolar o trigo desse trem
só cuidado pra não se queimar
com esse cheiro no ar
vamos flutar no céu de trem
vamos seguir sempre além além
não se iluda com a voz de quem
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
tem o distintivo amém amém
perdeu playboy, a casa caiu
agora, a original

peguei um trem muito doido e tal
para mim voar é tão legal
inda mais se o destino for
recompor o amor
desco a ladeira da razão
pra chegar na estrada coração
e sentir o vento é tão bom
pra alegrar o tom
muita gente na verdade quer
um motivo para dar no pé
só que falta o dom de se livrar
e cair no ar
vem comigo viajar também
e fazer da vida nosso bem
e o bem de se fazer tão bem
faz voar o trem
vamos flutuar no céu de trem
vamos seguir sempre além além
não se iluda com a voz de quem
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
essas imagens foram catadas no google, sem pedir pra os donos, espero que eles não se importem

plantei um trigo muito doido e tal
para mim voá é mó legal
inda mais se o destino for
ficar muito doido
saio da ladeira da razão
pra encher melhor o meu pulmão
e senti a brisa é tão bom
pra alegrar o tom
muita gente na verdade quer
uma coisinha pra ficar lelé
só que se os homi chegar
é melhor dar no pé
vem comigo viajar também
e enrolar o trigo desse trem
só cuidado pra não se queimar
com esse cheiro no ar
vamos flutar no céu de trem
vamos seguir sempre além além
não se iluda com a voz de quem
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
tem o distintivo amém amém
perdeu playboy, a casa caiu
agora, a original

peguei um trem muito doido e tal
para mim voar é tão legal
inda mais se o destino for
recompor o amor
desco a ladeira da razão
pra chegar na estrada coração
e sentir o vento é tão bom
pra alegrar o tom
muita gente na verdade quer
um motivo para dar no pé
só que falta o dom de se livrar
e cair no ar
vem comigo viajar também
e fazer da vida nosso bem
e o bem de se fazer tão bem
faz voar o trem
vamos flutuar no céu de trem
vamos seguir sempre além além
não se iluda com a voz de quem
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
tem o veredito amém amém
essas imagens foram catadas no google, sem pedir pra os donos, espero que eles não se importem
4 de julho de 2011
hoje eu chorei
por tua causa, em minha casa, chorei. ainda sentindo teu gosto na boca, eu chorei. lembrando teu corpo branco, tuas curvas e teu cheiro. e chorei contigo ainda ao lado pois sabia que não voltarias
não a mesma. nunca a mesma.
enquanto te tocava percebia que aquele era o fim. e me despedi com meu toque em tua pele ainda na mente. adeus cebola, vá direto pro estômago junto com o pão, o alface, o tomate...
6 de janeiro de 2011
Momento diário
Era uma segunda-feira e o trabalho não ia bem. Por mais que eu tentasse as palavras não fluiam e o pensamento estava preso em apenas uma idéia, a vida está acontecendo lá fora! Esse é o tipo de pensamento pequeno que pessoas pequenas têm quando suas vidas não bem. Eu nunca quis ser um grande homem. Minha vida não vai bem.
As pessoas falavam coisas pelo msn. Tudo fica mais fácil de se dizer quando não se têm olhos perseguindo os seus. Não, estou sem dinheiro pra beber hoje. Uma conta e um gráfico, era tudo que eu precisava mas, tive que me contentar com um ou dois cigarros.
Encontrei um amigo. Agora sim estava começando a falar minha língua. Conversamos algum tempo e, quando estava para voltar ao trabalho ele recebe uma ligação, feliz aniversário. Opa, é teu aniversário? Parabéns.
Eles marcaram de ir ver um filme no cinema, ele me chamou, eu fui. Pessoal legal as meninas, quatro ao todo. Conversamos por algum tempo, comemos alguma coisa de um restaurante perto do cinema e desistimos de ver o filme, ia terminar tarde pras meninas. Um pequeno detalhe, as "meninas" eram todas mais velhas que eu! Decidimos ver o filme, elas iam embora e eu ia assistir com meu amigo, desistimos de ver o filme que nós, homens, queríamos, as meninas decidiram ficar. Vimos o filme que elas queriam, ruim com alguns momentos engraçados. Comédia nacional.
Quando todos foram embora e eu estava sozinho novamente decidi acender um cigarro. Podia esperar o último ônibus passar pra ir pra casa. Ele passou e foi embora me deixando sentado na parada, terminando meu cigarro. Fui beber, bebi, três cervejas, enquanto esperava a vida passar e me encontrar no meio do caminho. Tinha esse cara e essas duas meninas e eles estavam conversando. Na falta do que fazer, escutei a conversa deles. Gente metida, burgueses. Se eu chegar pintando de ator agarro fácil a galega, a que parecia ser mais fútil. Mas o outro carinha queria ela. Fodam-se eles, vou ficar com minha cerveja hoje.
Enquanto esperava o ônibus chegar vi dois viados e duas viadas. Os viados deram em cima, mandei eles tentarem na próxima parada. Ironias da vida, quando as mulheres que tinham me deixam, e eram algumas, aparecem viados. Foda-se a vida e fodam-se os viados. Sei que eles querem isso mas, não comigo.
As pessoas falavam coisas pelo msn. Tudo fica mais fácil de se dizer quando não se têm olhos perseguindo os seus. Não, estou sem dinheiro pra beber hoje. Uma conta e um gráfico, era tudo que eu precisava mas, tive que me contentar com um ou dois cigarros.
Encontrei um amigo. Agora sim estava começando a falar minha língua. Conversamos algum tempo e, quando estava para voltar ao trabalho ele recebe uma ligação, feliz aniversário. Opa, é teu aniversário? Parabéns.
Eles marcaram de ir ver um filme no cinema, ele me chamou, eu fui. Pessoal legal as meninas, quatro ao todo. Conversamos por algum tempo, comemos alguma coisa de um restaurante perto do cinema e desistimos de ver o filme, ia terminar tarde pras meninas. Um pequeno detalhe, as "meninas" eram todas mais velhas que eu! Decidimos ver o filme, elas iam embora e eu ia assistir com meu amigo, desistimos de ver o filme que nós, homens, queríamos, as meninas decidiram ficar. Vimos o filme que elas queriam, ruim com alguns momentos engraçados. Comédia nacional.
Quando todos foram embora e eu estava sozinho novamente decidi acender um cigarro. Podia esperar o último ônibus passar pra ir pra casa. Ele passou e foi embora me deixando sentado na parada, terminando meu cigarro. Fui beber, bebi, três cervejas, enquanto esperava a vida passar e me encontrar no meio do caminho. Tinha esse cara e essas duas meninas e eles estavam conversando. Na falta do que fazer, escutei a conversa deles. Gente metida, burgueses. Se eu chegar pintando de ator agarro fácil a galega, a que parecia ser mais fútil. Mas o outro carinha queria ela. Fodam-se eles, vou ficar com minha cerveja hoje.
Enquanto esperava o ônibus chegar vi dois viados e duas viadas. Os viados deram em cima, mandei eles tentarem na próxima parada. Ironias da vida, quando as mulheres que tinham me deixam, e eram algumas, aparecem viados. Foda-se a vida e fodam-se os viados. Sei que eles querem isso mas, não comigo.
9 de dezembro de 2010
Tratamento de choque
Num muro estrelado (que começo lindo hã) eu vejo o néctar da vida que derrama do peito aberto de uma jovem suicida. Que loucura, que insanidade. É preciso chorar.
Eu choro lágrimas embriagadas em um copo de bar, e no copo vazio eu sinto a solidão. A depressão que irá me acompanhar enquanto espero a próxima rodada chegar.
Nos bares as histórias se misturam. Todos tem seu poema, todos tem sua canção. Naquelas mesas sujas eu escuto o conto de João.
"Saia daqui seu imundo, filho de Satanás. Já não é a primeira vez"
João perdeu o emprego por que falou um palavrão.
João pegou suas economias. Tudo o que tinha pra pagar o que devia (a geladeira de sua mãe), e comprou uma arma e saiu pra assaltar.
Assaltou um policial, coitado!
Paz! Ele era só um estudante.
Abaixo a violência!
Quem quer fumar maconha?
Quem quer um baseado?
"Maconheiro safado, quem matou ele foi você. Quem matou ele foi você"
E enquanto isso, o Sol se põe novamente.
Deixamos a vida escorrer pelas janelas e portas enquanto assistimos a programação da tv. Deixamos a vida passar na casa dos vizinhos. É problema deles.
Vendemos nossos corpos nos bares das esquinas. Vendemos nossas almas no conforto de nossas salas.
Vivemos entre loucos e psicopatas. Somos os loucos e os psicopatas
E aqueles que acham que podem se curar,
Receitam rivotril.
Eu choro lágrimas embriagadas em um copo de bar, e no copo vazio eu sinto a solidão. A depressão que irá me acompanhar enquanto espero a próxima rodada chegar.
Nos bares as histórias se misturam. Todos tem seu poema, todos tem sua canção. Naquelas mesas sujas eu escuto o conto de João.
"Saia daqui seu imundo, filho de Satanás. Já não é a primeira vez"
João perdeu o emprego por que falou um palavrão.
João pegou suas economias. Tudo o que tinha pra pagar o que devia (a geladeira de sua mãe), e comprou uma arma e saiu pra assaltar.
Assaltou um policial, coitado!
Paz! Ele era só um estudante.
Abaixo a violência!
Quem quer fumar maconha?
Quem quer um baseado?
"Maconheiro safado, quem matou ele foi você. Quem matou ele foi você"
E enquanto isso, o Sol se põe novamente.
Deixamos a vida escorrer pelas janelas e portas enquanto assistimos a programação da tv. Deixamos a vida passar na casa dos vizinhos. É problema deles.
Vendemos nossos corpos nos bares das esquinas. Vendemos nossas almas no conforto de nossas salas.
Vivemos entre loucos e psicopatas. Somos os loucos e os psicopatas
E aqueles que acham que podem se curar,
Receitam rivotril.
8 de dezembro de 2010
Quero responder também.
Já faz algum tempo que venho pensando em um marcador novo para este blog. No entanto, este é um marcador cuja proposta me parece cheia de perigos e dúvida, uma vez que o passado, às vezes, deve ser superado e não me parece sábio ficar remoendo questões há muito tratadas. Bem, a idéia é: por que não responder a comentários antigos (quão antigos não importa) em um texto? Às vezes releio postagens antigas e seus comentários (que dariam uma bela postagem) e fico com vontade de voltar ao tema, de chamar o comentarista novamente ao problema. Às vezes, releio comentários monossilábicos que me tem o mesmo efeito (rsrs), pois deixam margem à uma interpretação que deve(ria) ser levada em conta.
Muito bem! Marcador apresentado, em breve terá sua primeira postagem. =D
Muito bem! Marcador apresentado, em breve terá sua primeira postagem. =D
23 de novembro de 2010
Eu vejo o véu que cobre a próxima esquina
Escuto o som que o vento traz, contando histórias do passado
Eu tenho as chaves para abrir os portões da sua imaginação
Se deixa
Se solta
A medida do caminho em dois dedos de vinhos
É só o que resta
A tempestade se aproxima e eu procuro abrigo
E sombra
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
E o passado são só vozes mortas e olhares perdidos
Você andando num carro desgovernado e sem destino
Se me dizes o que te aflinge
Eu te digo o caminho a seguir
Mas se choras em meus ombros
Eu já não sei o que fazer
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
Me diz o que vem, o que anda escondido
Me lembra as cores de seu velho vestido
E então me segue no caminho proibido
Nós dois somente, nós dois somente, nós dois somente
E o céu
Escuto o som que o vento traz, contando histórias do passado
Eu tenho as chaves para abrir os portões da sua imaginação
Se deixa
Se solta
A medida do caminho em dois dedos de vinhos
É só o que resta
A tempestade se aproxima e eu procuro abrigo
E sombra
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
E o passado são só vozes mortas e olhares perdidos
Você andando num carro desgovernado e sem destino
Se me dizes o que te aflinge
Eu te digo o caminho a seguir
Mas se choras em meus ombros
Eu já não sei o que fazer
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
A incerteza me deixa inquieto
Me diz o que vem, o que anda escondido
Me lembra as cores de seu velho vestido
E então me segue no caminho proibido
Nós dois somente, nós dois somente, nós dois somente
E o céu
15 de outubro de 2010
Eu e a Lua
Preso na praia na areia do mar
Uma fumaça que te faz lembrar
Presta atenção a onda vem sozinha
Arrasta e leva todo o carinho
Que pra noite me deixei guardar
E você não está comigo
Dançar parado em cama fria
Vento soprado a noite em mar
Mais um cigarro e eu vou descansar
Braços trocados um beijo roubado
E eu ainda lembro o teu sorriso
Céu estrelado colado ao mar
Quero dançar de novo o teu sorriso
Preso na praia na areia do mar
Uma fumaça que me faz lembrar
Sem atenção a onda que vem do mar
Arrasta e leva todo o teu carinho
Braços trocados um beijo roubado
E eu ainda lembro o teu sorriso
Céu estrelado colado ao mar
Quero beijar de novo o teu sorriso
14 de setembro de 2010
27 de agosto de 2010
Motivações
"Cara, tu sai do Recife vem para cá sem ter falado com nenhum orientador e sem ter ninguém aqui que tu conheça - significa que com certeza tu NÃO estava satisfeito com a vida lá."
(A. -- em conversa informal)
Acho que algumas pessoas realmente pensam que eu resolvi mudar de vida por que estava insatisfeito com minha rotina no Recife. Eu mesmo sinto que meu discurso não soa convincente para a maioria das pessoas: eu estava muito bem em Recife, só queria vir por simples aritmética básica que, esta sim eu não posso negar, não gostei. Hoje graduado em física pela UFPE, o que me levou quatro anos e meio, e mestre também pela UFPE, o que me levou dois anos exatos - a defesa da dissertação foi no mesmo dia da colação de licenciado - sintia-me mais ou menos confortável naquele universo acadêmico onde eu tinha meu lugar e conhecia as pessoas já a, se deixei claro os números o leitor me acompanhou, seis anos e meio. A continha aritmética que não gostei foi somar, aos vinte e quatro anos que hoje tenho de vida, os próximos quatro anos que são comprometidos com o doutoramento. Isto significa que, em caso de fazer doutorado na UFPE - que é nível 7 na capes e tudo está tranquilo e preparado - eu saio de lá com vinte e oito anos e mais de dez anos sobre o mesmo teto universitário de sempre.
O objetivo da maioria das pessoas que faz graduação, pelo menos em física, e quer seguir a vida acadêmica lá no Recife, acredito, é ser professor da Universidade Federal de Pernambuco. O meu caso não é diferente. Quando for contratado, numa hipótese otimista, vou passar muito mais de dez anos sobre o mesmo teto. Por este objetivo eu quis sair um pouco, afinal de contas, como posso colaborar para a melhora e manutenção de um lugar do qual tudo que sei aprendi lá e tudo o que fazem me soa como natural?
...
Uma vez me disseram, e isto não me pareceu informação boba, que as mulheres tendem a querer engravidar na casa dos vinte. Seguindo alguns raciocínios (...) mulheres de trinta e poucos anos já são chamadas "titias" e por isto no final da década de seus vinte anos elas consideram com veemência ter ou não ter filhos em sua vida. Eu acho que a minha vida deve ter a alegria e simpatia que as crianças trazem, mas me sinto completamente leigo sobre cuidar das outras pessoas e, na verdade, sou leigo em diversos aspectos em como cuidar de mim. Filho único de mãe solteira, há muita coisa que me acostumei a ter em mãos com certa facilidade, dizendo de outra forma, eu mesmo não cuido de mim - como saberia cuidar de uma criança ou família? Existe a antigüíssima alternativa de se "aprender na tora", mas "prevenir é melhor que remediar". Nos Estados Unidos a cultura expulsa a criatura de casa quando esta tem dezoito anos e eu aqui, com vinte e quatro, não sei fazer nada que não use apenas ovo, água, pipoca ou macarrão instântaneo. Em uma carta para o meu primo, solicitei que ele pensasse um pouco no futuro dele - como acho que a todo conselho que se dá se deve refletir sobre si mesmo, aqui estou eu.
Evidentemente, pode-se resolver o problema acima alugando uma casa, não necessariamente indo para o outro lado do Brasil, mas a questão acadêmica é, e a ordem da exposição textual visa enfatizar este fato, tanto quanto este comentário, a motivação maior. Aqui a capes dá nível 7 ao Instituto de Física e meu currículo não sai pior do que sairia na UFPE - existe uma possibilidade, e esta eu fiquei sabendo depois, de meu bolso sair mais cheinho, mas depende de orientador e outras questões mais complicadas. O problema financeiro não é a preocupação, já que vim para um lugar onde se gasta muito mais que em Recife.
Existem diversos problemas a resolver: não estou com moradia garantida e não tenho orientador, ou seja, não tenho o que pesquisar e meu doutorado, por este motivo, ainda não começou de fato. Estas coisas se resolverão nas próximas semanas, claro, se eu me mover e tomar contas das rédeas da minha própria vida...
Estou aqui não por que quero a liberdade e a privacidade plenas, se bem que acabarei experimentando, mas por que mais cedo ou mais tarde algo pode vir a precisar de uma resposta rápida e tenho em mim que esta experiência pode me ajudar a responder devidamente.
24 de agosto de 2010
Tagarelando
No camarim do segundo blog encontrei algumas obras que Eu deixou em rascunho, poemas interminados e cheios de um sentimento de fazer poesia, não sei se por amor à poesia ou ao verdadeiro objeto alvo daqueles versos. Senti falta, enquanto li alguns dos poucos versos escritos pelo companheiro de blog, de mim. Não que eu não esteja comigo mesmo tempo suficiente para que haja possibilidade de sentir falta de mim mesmo, o que poderia ser diretamente interpretado das palavras anteriores, mas senti falta de minhas frases narradas ou pensadas no segundo blog como outrora quando minha intenção era mais distribuidamente alegre e não objetiva. Gostando de escrever pelo simples gosto de escrever, de alinhar idéias e às vezes tentar ser o máximo não-óbvio em poucas ou muitas palavras, me encontro cada vez mais vezes sem palavras certas para escrever despreocupadamente.
Falta de "falta do que fazer", pensei eu. Talvez, respondi em seguida. Mas o fato de você ter ocupações não deveria deixar seus poucos hobbyes para trás. Tudo bem, o tempo é escasso até mesmo para os hobbyes, imagine para as tarefas obrigatórias? Mas a verdade é que nunca acreditei quando companheiros de outros ou desse blog disseram que não havia tempo disponível para escrever mais. Na verdade sempre acreditei, e neste sempre se acrescente o presente do indicativo, que as pessoas param de escrever nos seus blogs porque perdem a vontade. Esta (vontade) está ligada a uma motivação particular que, segundo meu pensamento mais recente, pode não durar para sempre, aliás, não dura quando o principal interesse é regido pelo tempo. Como exemplo concreto posso citar um rápido debate que eu e Eu tivemos hoje a tarde no google talk sobre um contador de visitas para o nosso blog: traria uma motivação temporal da qual pode vir a ser uma desmotivação temporal...
Resumidamente, posso dizer que há tempo para continuar escrevendo, mas o que falta realmente é assunto para tratar da maneira usual, isto é, da maneira que estou acostumado a expor minhas idéias. Assuntos não faltam, já que passo por mudanças e estou ainda no meio do turbilhão das possibilidades de respostas a estas alterações de rotina, mas parece que a anarquia da poeira alta não dá nitidez suficiente para ser claro e objetivo na exposição das idéias que chegam, muitas vezes à cavalgadas, muitas vezes no casco da tartaruga. Logo, o problema poderia ser a preocupação de expor fraquezas e possíveis escolhas erradas no decorrer do caminho, porque mudanças trazem muitos aprendizados e estes incluem as tentativas e erros. Se fosse este o caso, se tenderia a escrever por versos de múltiplas interpretações e idéias incompletas, com o problema geral não particularizado para não ser ridicularizado, ou simplismente não se escreveria, o que me parece ser mais, ou muito mais, comum - este texto seria, sob esta hipótese, um negação de tudo isto.
Naturalmente, pensar na origem da sua própria vontade de fazer ou deixar de fazer algo não é fácil, podendo beirar o impossível, mas eu costumo pensar que mesmo as coisas impossíveis devem ser tentadas de vez em quando, se devidamente se verificou que as consequências são reversíveis.
Eu estou aqui, visitando meu próprio blog com regularidade e em diversos computadores (o que possivelmente renderia uma falsa leitura para um hipotético contator de visitas) da faculdade, onde estou passando a maior parte das minhas horas diárias. Me preparo para voltar a escrever minhas historinhas como um aluado no mundo das idéias, já que somos infelizmente ensinados a evitar se comportar como aluados no mundo das pessoas. A lua, lá no topo da abóbada celeste, está cheia e belíssima, e um aluado hoje estaria muito mais feliz que uma criatura genérica...
Abraço para todos e depois eu volto com outro texto destes.
11 de janeiro de 2010
Conexão
Minha mente é um vazio.
Talvez seja errado dizer isso,
minha mente é um vazio,
mas quem se importa.
Minha mente é um vazio;
talvez eu devesse dizer
minha mente está vazia
mas, desde quando mentes são potes?
Minha mente está vazia,
talvez esteja melhor.
Minha mente está vazia
mas, isso já é mentira!
Minha mente estar vazia
como poderia, se a encho para depois esvaziar neste papel sujo?
Minha mente estar vazia
esta agora é a mentira.
Minha vida é uma mentira.
Agora sim, digo verdades.
Um amor de verdade,
uma mentira para toda a vida.
Já cansei de escrever.
Outra verdade.
Talvez seja errado dizer isso,
minha mente é um vazio,
mas quem se importa.
Minha mente é um vazio;
talvez eu devesse dizer
minha mente está vazia
mas, desde quando mentes são potes?
Minha mente está vazia,
talvez esteja melhor.
Minha mente está vazia
mas, isso já é mentira!
Minha mente estar vazia
como poderia, se a encho para depois esvaziar neste papel sujo?
Minha mente estar vazia
esta agora é a mentira.
Minha vida é uma mentira.
Agora sim, digo verdades.
Um amor de verdade,
uma mentira para toda a vida.
Já cansei de escrever.
Outra verdade.
6 de janeiro de 2010
11 de agosto de 2009
Nossas Músicas (e o Dia do Corno)
Uma postagem sobre o próprio blog!
****
****
Chegamos à conclusão de que um de nossos marcadores não é necessário e o estamos eliminando. Bem, isto não é motivo digno para se escrever, a questão é que achei que as músicas (marcador eliminado) postadas neste blog até esta data deveriam estar disponíveis para que não se leia apenas a letra, mas sim escute toda a obra. Assim, no 4shared os interessados a ouví-las as encontram imediatamente.
Às vezes o danado do compositor conseguiu contemplar em sua canção aquele sentimento ou idéia que estamos dando tanta atenção agora. Ele foi capaz de dizer algo que apenas a canção em si encerra tudo e muitas vezes diz até mais do que o que imaginamos inicialmente. Ou somente estamos com esta música na cabeça e gostamos (ou não) dela. A idéia é a participação que a música tem em nossa mente, seja como distração seja como devaneio intectual, sentimental.
Clique no nome da música e irás à postagem (apenas a letra das músicas), embaixo está o endereço no 4shared (onde não há necessidade de baixar a música se só quizer ouví-las):
Às vezes o danado do compositor conseguiu contemplar em sua canção aquele sentimento ou idéia que estamos dando tanta atenção agora. Ele foi capaz de dizer algo que apenas a canção em si encerra tudo e muitas vezes diz até mais do que o que imaginamos inicialmente. Ou somente estamos com esta música na cabeça e gostamos (ou não) dela. A idéia é a participação que a música tem em nossa mente, seja como distração seja como devaneio intectual, sentimental.
Clique no nome da música e irás à postagem (apenas a letra das músicas), embaixo está o endereço no 4shared (onde não há necessidade de baixar a música se só quizer ouví-las):
Desculpa a qualidade que não é suprema, mas isto se pode resolver depois. Agradeço a atenção, e adoro seus comentários. Encerro com mais uma música:
****
-"Ninguém, nem homem nem mulher,
[poderá esquecer o dia de hoje"
[poderá esquecer o dia de hoje"
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
A mulher que você ama eu amo também
Pelo que eu sei ela já enganou mais de cem...
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
A mulher que você ama eu amo também
Pelo que eu sei ela já enganou mais de cem...
Até um galã de novela que dela gostou
Tornou-se um pobre coitado que ela arrasou
Contigo: fez gato e sapato do teu coração
Comigo: deixou-me de quatro me arrastando no chão...
Hoje é um dia pra gente jamais esquecer
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
Tornou-se um pobre coitado que ela arrasou
Contigo: fez gato e sapato do teu coração
Comigo: deixou-me de quatro me arrastando no chão...
Hoje é um dia pra gente jamais esquecer
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
Mas homem adora mentir e enganar a mulher
Homem adora trair mas a quer bem fiel
Então tem que levar o troco, ele tem que pagar
Sofrendo, chorando e bebendo na mesa de um bar...
Hoje é um dia pra gente jamais esquecer
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
Homem adora trair mas a quer bem fiel
Então tem que levar o troco, ele tem que pagar
Sofrendo, chorando e bebendo na mesa de um bar...
Hoje é um dia pra gente jamais esquecer
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
Hoje é um dia pra gente jamais esquecer
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
-"Prazer Bicho! Muito Prazer! Prazer Imenso!"
Vamos unir nossas dores chorar e beber
Vamos tomar um bom porre pra comemorar
Hoje é o dia do corno foi bom te encontrar...
-"Prazer Bicho! Muito Prazer! Prazer Imenso!"
****
7 de agosto de 2009
ufa
Era uma vez um menino que fazia um texto.
Era uma vez uma internet que cai.
Era uma vez um texto que se apaga.
Era uma vez uma coisa que chamam raiva.
Era uma vez um cansaço.
Era uma vez uma idéia.
Era uma vez um programador inteligente.
Era uma vez uma opção para salvar rascunhos.
Era uma vez um alívio.
Adoro o salvamento automático desse troço!!!
Era uma vez uma internet que cai.
Era uma vez um texto que se apaga.
Era uma vez uma coisa que chamam raiva.
Era uma vez um cansaço.
Era uma vez uma idéia.
Era uma vez um programador inteligente.
Era uma vez uma opção para salvar rascunhos.
Era uma vez um alívio.
Adoro o salvamento automático desse troço!!!
5 de maio de 2009
A volta dos que não foram
Voltei
haha
Thiago num me tira daqui nem a pau!!!
E agora vou ter que cumprir uma promessa: postar toda semana...
Será que eu consigo?
haha
Thiago num me tira daqui nem a pau!!!
E agora vou ter que cumprir uma promessa: postar toda semana...
Será que eu consigo?
27 de janeiro de 2009
Meu Medo
Thiago diz:
eu já te disse que fiz uma coisa estranha? muito!
e que tenho que aprender a superar a própria coisa que fiz comigo mesmo?
Daniele diz:
han?
Thiago diz:
pois é...
é nisto que venho trabalhando, e lentamente, estes dias
Daniele diz:
ixiiiiiiii
Thiago diz:
se bem que acordar tarde é bem comum e atrapalha um bocado
Daniele diz:
aii entendii nadaa..mas td bem
Thiago diz:
EU COMPREI UMA MOTO!
kkkkkkkkkk
e agora tenho que aprender a andar com ela.
quer dizer: não é só aquela coisa de DETRAN dar umas voltinhas desviar de alvos estáticos
agora é saber se comportar no trânsito e frear, acelerar...
Daniele diz:
eh exatamente
moto eh complicadinhoo
Thiago diz:
pois é...
o meu problema é que acho que os discursos de perigo me influenciaram muito
e... na verdade... não tenho nenhum tesão especial por duas rodas
ai fico até arrumando desculpas pra não sair pra aprender a dirigir a motinha...
Daniele diz:
ai tu tb num pode
pensar pelo q os outros falam
pow
tu tenta
Thiago diz:
é...
Daniele diz:
se num gostar se num der certo pelo menos tentou neh?
mas tentaa ...
Thiago diz:
meu argumento inicial era que se eu ficasse muito tempo com medo ou não gostasse de jeito nenhum eu vendia ela!
Daniele diz:
oras só vende se tu realmente num gostar. tu nem tentou jah tah pensandoo assim
sem ao menos tentar
oushh meninoo
tentaa neh
daí simm tu vai poder tirar alguma conclusão
Thiago diz:
não!!! Era o argumento, mas não está com cara de que vou vender não, pelo menos não agora...
Daniele diz:
entãoo..tem tentar primeiro neh...aii dps vc v o q faz
Thiago diz:
Mas o que preciso é treinar, sair por ai e aprender a mexer em todos os trecos e tal...
Uma Yamaha Ybr Vermelha linda...
125 cc 2008/2009
traduzindo: 125 cilindradas fabricada em 2008 mas com modelo de 2009
Daniele diz:
deixaa de preguiçaaa
Thiago diz:
simmm é verdade: tem muita preguiça envolvida neste processo
mas confesso que desde pequeno nunca gostei de bicicleta pra ficar dando voltas sem objetivo na rua...
é mais ou menos assim que me sinto hoje andando com ela dando voltas pra aprender a sair e a frear...
Daniele diz:
pensando por esse lado eh
mas pensando por outro vc vai chegar mais rápido nos lugares
mas moto eh mais perigoso neh!!mesmoo assim custa nadaa
tu tentar aprender
Thiago diz:
a idéia é pra trabalho: ir à faculdade, ir ao curso de inglês (Senac) etc...
Passagem aumenta, aumenta desconforto e a demora dos ônibus e perigo nas paradas...
Daniele diz:
exatamente isso
o bom é que tem esse lado q ajuda neh?
Thiago diz:
huhum
sem contar que onde moro tem repertório horrível de ônibus
Daniele diz:
eh neh! ainda a passagem eh mais cara neh?
ixii
tenta aprender pow vai te ajudar
chegar nos lugares mais rápido
e além disso tem todas essas vantagens
Thiago diz:
rsrs
Daniele diz:
ahh tem pensar pelo lado bom sempre neh?
se não a pessoa acabaaa fazendoo nadaa
por medoo
Thiago diz:
é...
!!!
Daniele diz:
então
Thiago diz:
Eu não tenho conhecimento prévio nem de carro nem de moto...
jà percebi que tenho medo do trânsito em si...
Mas não muito... Graças a Deus!
Daniele diz:
e entãoo deixaa de coisa
...
eh tudo
coisa da tua cabeça
Thiago diz:
Agora é treinar pra superar todas estas adversidade
Daniele diz:
quem faz ter medo eh a gnt mesmo
Thiago diz:
concordo: "quem faz a gente ter medo é a gente mesmo"
____
Co-autor: Daniele Andrade
eu já te disse que fiz uma coisa estranha? muito!
e que tenho que aprender a superar a própria coisa que fiz comigo mesmo?
Daniele diz:
han?
Thiago diz:
pois é...
é nisto que venho trabalhando, e lentamente, estes dias
Daniele diz:
ixiiiiiiii
Thiago diz:
se bem que acordar tarde é bem comum e atrapalha um bocado
Daniele diz:
aii entendii nadaa..mas td bem
Thiago diz:
EU COMPREI UMA MOTO!
kkkkkkkkkk
e agora tenho que aprender a andar com ela.
quer dizer: não é só aquela coisa de DETRAN dar umas voltinhas desviar de alvos estáticos
agora é saber se comportar no trânsito e frear, acelerar...
Daniele diz:
eh exatamente
moto eh complicadinhoo
Thiago diz:
pois é...
o meu problema é que acho que os discursos de perigo me influenciaram muito
e... na verdade... não tenho nenhum tesão especial por duas rodas
ai fico até arrumando desculpas pra não sair pra aprender a dirigir a motinha...
Daniele diz:
ai tu tb num pode
pensar pelo q os outros falam
pow
tu tenta
Thiago diz:
é...
Daniele diz:
se num gostar se num der certo pelo menos tentou neh?
mas tentaa ...
Thiago diz:
meu argumento inicial era que se eu ficasse muito tempo com medo ou não gostasse de jeito nenhum eu vendia ela!
Daniele diz:
oras só vende se tu realmente num gostar. tu nem tentou jah tah pensandoo assim
sem ao menos tentar
oushh meninoo
tentaa neh
daí simm tu vai poder tirar alguma conclusão
Thiago diz:
não!!! Era o argumento, mas não está com cara de que vou vender não, pelo menos não agora...
Daniele diz:
entãoo..tem tentar primeiro neh...aii dps vc v o q faz
Thiago diz:
Mas o que preciso é treinar, sair por ai e aprender a mexer em todos os trecos e tal...
Uma Yamaha Ybr Vermelha linda...
125 cc 2008/2009
traduzindo: 125 cilindradas fabricada em 2008 mas com modelo de 2009
Daniele diz:
deixaa de preguiçaaa
Thiago diz:
simmm é verdade: tem muita preguiça envolvida neste processo
mas confesso que desde pequeno nunca gostei de bicicleta pra ficar dando voltas sem objetivo na rua...
é mais ou menos assim que me sinto hoje andando com ela dando voltas pra aprender a sair e a frear...
Daniele diz:
pensando por esse lado eh
mas pensando por outro vc vai chegar mais rápido nos lugares
mas moto eh mais perigoso neh!!mesmoo assim custa nadaa
tu tentar aprender
Thiago diz:
a idéia é pra trabalho: ir à faculdade, ir ao curso de inglês (Senac) etc...
Passagem aumenta, aumenta desconforto e a demora dos ônibus e perigo nas paradas...
Daniele diz:
exatamente isso
o bom é que tem esse lado q ajuda neh?
Thiago diz:
huhum
sem contar que onde moro tem repertório horrível de ônibus
Daniele diz:
eh neh! ainda a passagem eh mais cara neh?
ixii
tenta aprender pow vai te ajudar
chegar nos lugares mais rápido
e além disso tem todas essas vantagens
Thiago diz:
rsrs
Daniele diz:
ahh tem pensar pelo lado bom sempre neh?
se não a pessoa acabaaa fazendoo nadaa
por medoo
Thiago diz:
é...
!!!
Daniele diz:
então
Thiago diz:
Eu não tenho conhecimento prévio nem de carro nem de moto...
jà percebi que tenho medo do trânsito em si...
Mas não muito... Graças a Deus!
Daniele diz:
e entãoo deixaa de coisa
...
eh tudo
coisa da tua cabeça
Thiago diz:
Agora é treinar pra superar todas estas adversidade
Daniele diz:
quem faz ter medo eh a gnt mesmo
Thiago diz:
concordo: "quem faz a gente ter medo é a gente mesmo"
____
Co-autor: Daniele Andrade
29 de agosto de 2008
Uma Boa Posição
Eu ainda não sei bem o que é ser iniciado científicamente. Olhe que quem diz isto é um estudante que fez duas iniciações ciêntíficas no curso de graduação. É que nada aprendi de verdade ou nada desenvolvi que me dê a sensação de tarefa cumprida. Na verdade, nem mesmo de tarefa iniciada. O problema vou contar agora.
Quando no quarto/quinto período do curso, eu pedi iniciação ciêntífica a um professor do departamento de física da UFPE. Ele havia sido meu professor em duas disciplinas e um ótimo professor, diga-se de passagem. Quando eu fui conversar com ele sobre a possibilidade de fazer uma iniciação ciêntífica com ele fui até bem recebido, até que os problemas começaram a surgir.
O primeiro deles é que, devido ao meu retardamento em pedir (demorei muito a dar entrada de fato) eu perdi a bolsa de iniciação científica, pois o professor só dispunha de uma bolsa e já tinha um estudante bolsista no laboratorio. O segundo deles é que eu era estudante da licenciatura e, pelo que deu pra perceber ao longo do tempo, ele sempre achou que eu ia terminar apenas ensinando mesmo, sem seguir carreira acadêmica (mestrado, doutorado) e, por isto, sem ser necessário fazer uma iniciação científica de verdade.
Quanto ao problema financeiro, eu disse a ele que poderia fazer a disciplina Iniciação Científica (IC) assim mesmo, desde que, ao menos, ela contasse no sistema da Universidade como crédito e carga horário realizados. Ele concordou e o resultado é que eu passei nas duas disciplinas "em cima da média", quer dizer, com 7,0 (IC I) e 7,5 (IC II) onde a média de aprovação da universidade é 7,0.
Isto quer dizer que sou um estudante muito ruim, ou um iniciado cientificamente "meia boca", pois todo mundo tira nota razoavel acima dos 8,0 pelo menos, e olhe que esta nota é relativamente baixa... Eu poderia ficar triste e achar que eu tenho algum problema, questão esta que não está fora de cogitação, mas tenho outras perspectivas sobre o futuro e sobre o que aconteceu de fato.
Sim; eu sou um iniciado cientificamente "meia boca", mas acho que a culpa é tanto minha quanto, e talvez mais, dele. Eu não sabia o que era ciência e como é lidar com experiências científicas (e nem sei), e o papel do professor é ensinar ou orientar quanto a este quisito, eu acho que isto não foi feito.
O dia-a-dia do laboratório era sempre o mesmo: fui encarregado apenas de ajudar um estudante de mestrado a terminar seus trabalhos, e o estudante sempre me dava a entender que eu atrapalhava mais que ajudava, uma vez que o trabalho estava já muito adiantado e havia pouco tempo para ele fazer a dissertação de mestrado dele, e tinha que correr.
O professor raramente aparecia. Me deu um trabalho de analogias mecânicas que nunca pôde ser feito na oficina porque ninguém deu muita prioridade, nem mesmo o professor; até dá pra entender visto o pouco tempo que os caras tem. No final eu ficava sem ter o que fazer apenas deixando o tempo passar; só eu não, o professor e os estudantes achavam que estava tudo certo assim. Desde este tempo dava pra sentir que ali não tinha espaço pra mim...
Assim neste regime minha nota ficou no nível dos sete. O professor nunca disse o que queria e deixou deste jeito. Na primeira vez eu concordei que merecia nota baixa, mas depois, na segunda, quando houve um certo esforço em obter os resultados (depois que o estudante de mestrado já não frequentava o laboratório), fico chateado por ele dar sete e meio, depois do laser sair do lugar duas vezes e eu colocando ele de volta; depois de estar tudo na minha cabeça mais ou menos compreendido e depois quando tudo está certo para fazer um bom trabalho de mestrado, que era a minha pretensão naquele laboratório.
Mestrado... Ah! Mestrado... Lá estava eu vagando pelos corredores do departamento me perguntando o que ia fazer no mestrado e resolvi falar com o professor. Então ele me disse, cordialmente, que estava com muitos estudantes e, como seu trabalho era puramente experimental - que precisa de espaço para trabalhar, eu provavelmente ia ficar com um trabalho interrompido ou mal feito se continuasse no laboratório. Em outras palavras: não tem espaço para mim. Depois de algum tempo eu fico me perguntando se esta é mesma a verdadeira razão.
A felicidade, para coroação de um curso cheio de desapegos à vida feliz e normal, foi a notícia de ter sido aprovado no mestrado do departamento. Não poderia haver notícia melhor depois de todo o esforço destes anos ali estudando e aturando coisas sem necessidade que alguns insistem em manter na tradição da física pernambucana.
Em relação a este professor, tema da postagem, eu ainda tinha um assunto pendente - e que vai permanecer pendente indefinidamente: o projeto mecânica da analogia, aquele que mencionei depender da oficina do departamento. Quando fui falar com ele sobre o assunto (e agradecer a carta de recomendação) ele me parabenizou por ter passado no mestrado e, para minha inocente surpresa, soltou um feliz: "Você até ficou numa boa posição" e esta é a frase mais estúpida que alguém poderia dizer a seu orientando, ou ex-orientando, sei lá...
Vamos aos fatos: foram aceitos nove estudantes para o mestrado no DF-UFPE. Minha posição no rank é quinto, ou seja, existem quatro na frente e quatro atrás. Os quatro da frente são do departamento e os quatro atrás, com excessão de um, são de fora. Meu histórico escolar não conta com nenhuma reprovação e média geral entre 8,0 e 9,0. Como sou da licenciatura espera-se que esteja atrás de todos os bacharéis. Sou um estudante pelo menos razoável, não é? Então eu me pergunto: se eu fiquei "até numa boa posição", qual deveria ser o posição que ele esperava?
Quando no quarto/quinto período do curso, eu pedi iniciação ciêntífica a um professor do departamento de física da UFPE. Ele havia sido meu professor em duas disciplinas e um ótimo professor, diga-se de passagem. Quando eu fui conversar com ele sobre a possibilidade de fazer uma iniciação ciêntífica com ele fui até bem recebido, até que os problemas começaram a surgir.
O primeiro deles é que, devido ao meu retardamento em pedir (demorei muito a dar entrada de fato) eu perdi a bolsa de iniciação científica, pois o professor só dispunha de uma bolsa e já tinha um estudante bolsista no laboratorio. O segundo deles é que eu era estudante da licenciatura e, pelo que deu pra perceber ao longo do tempo, ele sempre achou que eu ia terminar apenas ensinando mesmo, sem seguir carreira acadêmica (mestrado, doutorado) e, por isto, sem ser necessário fazer uma iniciação científica de verdade.
Quanto ao problema financeiro, eu disse a ele que poderia fazer a disciplina Iniciação Científica (IC) assim mesmo, desde que, ao menos, ela contasse no sistema da Universidade como crédito e carga horário realizados. Ele concordou e o resultado é que eu passei nas duas disciplinas "em cima da média", quer dizer, com 7,0 (IC I) e 7,5 (IC II) onde a média de aprovação da universidade é 7,0.
Isto quer dizer que sou um estudante muito ruim, ou um iniciado cientificamente "meia boca", pois todo mundo tira nota razoavel acima dos 8,0 pelo menos, e olhe que esta nota é relativamente baixa... Eu poderia ficar triste e achar que eu tenho algum problema, questão esta que não está fora de cogitação, mas tenho outras perspectivas sobre o futuro e sobre o que aconteceu de fato.
Sim; eu sou um iniciado cientificamente "meia boca", mas acho que a culpa é tanto minha quanto, e talvez mais, dele. Eu não sabia o que era ciência e como é lidar com experiências científicas (e nem sei), e o papel do professor é ensinar ou orientar quanto a este quisito, eu acho que isto não foi feito.
O dia-a-dia do laboratório era sempre o mesmo: fui encarregado apenas de ajudar um estudante de mestrado a terminar seus trabalhos, e o estudante sempre me dava a entender que eu atrapalhava mais que ajudava, uma vez que o trabalho estava já muito adiantado e havia pouco tempo para ele fazer a dissertação de mestrado dele, e tinha que correr.
O professor raramente aparecia. Me deu um trabalho de analogias mecânicas que nunca pôde ser feito na oficina porque ninguém deu muita prioridade, nem mesmo o professor; até dá pra entender visto o pouco tempo que os caras tem. No final eu ficava sem ter o que fazer apenas deixando o tempo passar; só eu não, o professor e os estudantes achavam que estava tudo certo assim. Desde este tempo dava pra sentir que ali não tinha espaço pra mim...
Assim neste regime minha nota ficou no nível dos sete. O professor nunca disse o que queria e deixou deste jeito. Na primeira vez eu concordei que merecia nota baixa, mas depois, na segunda, quando houve um certo esforço em obter os resultados (depois que o estudante de mestrado já não frequentava o laboratório), fico chateado por ele dar sete e meio, depois do laser sair do lugar duas vezes e eu colocando ele de volta; depois de estar tudo na minha cabeça mais ou menos compreendido e depois quando tudo está certo para fazer um bom trabalho de mestrado, que era a minha pretensão naquele laboratório.
Mestrado... Ah! Mestrado... Lá estava eu vagando pelos corredores do departamento me perguntando o que ia fazer no mestrado e resolvi falar com o professor. Então ele me disse, cordialmente, que estava com muitos estudantes e, como seu trabalho era puramente experimental - que precisa de espaço para trabalhar, eu provavelmente ia ficar com um trabalho interrompido ou mal feito se continuasse no laboratório. Em outras palavras: não tem espaço para mim. Depois de algum tempo eu fico me perguntando se esta é mesma a verdadeira razão.
A felicidade, para coroação de um curso cheio de desapegos à vida feliz e normal, foi a notícia de ter sido aprovado no mestrado do departamento. Não poderia haver notícia melhor depois de todo o esforço destes anos ali estudando e aturando coisas sem necessidade que alguns insistem em manter na tradição da física pernambucana.
Em relação a este professor, tema da postagem, eu ainda tinha um assunto pendente - e que vai permanecer pendente indefinidamente: o projeto mecânica da analogia, aquele que mencionei depender da oficina do departamento. Quando fui falar com ele sobre o assunto (e agradecer a carta de recomendação) ele me parabenizou por ter passado no mestrado e, para minha inocente surpresa, soltou um feliz: "Você até ficou numa boa posição" e esta é a frase mais estúpida que alguém poderia dizer a seu orientando, ou ex-orientando, sei lá...
Vamos aos fatos: foram aceitos nove estudantes para o mestrado no DF-UFPE. Minha posição no rank é quinto, ou seja, existem quatro na frente e quatro atrás. Os quatro da frente são do departamento e os quatro atrás, com excessão de um, são de fora. Meu histórico escolar não conta com nenhuma reprovação e média geral entre 8,0 e 9,0. Como sou da licenciatura espera-se que esteja atrás de todos os bacharéis. Sou um estudante pelo menos razoável, não é? Então eu me pergunto: se eu fiquei "até numa boa posição", qual deveria ser o posição que ele esperava?
A minha queixa quanto a isto é que, se não deu para eu "lucrar" com a bolsa de iniciação científica, eu poderia ter ao menos "lucrado" com a aquisição de um conhecimento mais sólido e muito melhor trabalhado; mas até isto foi "meia boca".
1 de abril de 2008
Estrelas e Átomos
É sempre muito bom sentar ou deitar olhando as estrelas do céu e mostrar aos amigos que os átomos são divisíveis. Espera aí! Os átomos são divisíveis? Bem, ao menos numa noite brilhante e com amigos tão doidos quanto eu, sim. Aí vem alguém de algum lugar e diz: "mas os átomos são divisíveis!" táa táa! Então pega aquilo lá que forma o átomo, aquilo que seja indivisível, certamente você vai encontrar alguma coisa ali que não seja dividida mais, certo? Muito bem... O que será? Elétrons, neutros, fótons, quarks, cordas, pontos ou seja o que mais! Seja lá aquilo que você acha que não é divisível nós mostramos que é!
Tome 20 átomos (ou aquilo que você ache que seja indivisível). Se existem 2 pessoas que querem os átomos pra si então cada uma fica com 10 átomos! PRONTO! Isto mostra que os átomos são divisíveis!
"Hey!", dirá alguém, "mas e se tiverem 3 pessoas querendo os átomos?"; Então um de meus amigos resolveram a questão: "cada um fica com 6 e ainda sobram 2 átomos!". Não deixo de citar a frase que sucedeu a solução: "Fantástico amigo! Vocâ acabou de descobrir o resto da divisão!".
Hahaha! Tem coisas que só são engraçadas quando se está na madrugada olhando para o céu estrelado e conversando merda no meio-fim de uma festa!
Beijo a todos.
Tome 20 átomos (ou aquilo que você ache que seja indivisível). Se existem 2 pessoas que querem os átomos pra si então cada uma fica com 10 átomos! PRONTO! Isto mostra que os átomos são divisíveis!
"Hey!", dirá alguém, "mas e se tiverem 3 pessoas querendo os átomos?"; Então um de meus amigos resolveram a questão: "cada um fica com 6 e ainda sobram 2 átomos!". Não deixo de citar a frase que sucedeu a solução: "Fantástico amigo! Vocâ acabou de descobrir o resto da divisão!".
Hahaha! Tem coisas que só são engraçadas quando se está na madrugada olhando para o céu estrelado e conversando merda no meio-fim de uma festa!
Beijo a todos.
15 de fevereiro de 2008
Voltando
Depois de um longo período afastada dos blogs, foi com muita alegria que me reconvidei a participar do blog do meu amigo Thiago. Escrevemos juntos durante um tempo no nosso "Segundo Blog" em parceria com outros excelentes colaboradores. É um prazer estar de volta depois de quase dois anos totalmente dedicados a atividades acadêmicas.
Mas para começar tranqüila, vou apenas fazer uma pergunta baseada em uma ocorrência do dia de hoje em uma banca de jornal do meu querido Rio de Janeiro. A manchete dizia: "FALTAM 12 DIAS". Este é o número de dias que faltam para que a polícia tome alguns morros cariocas em uma operação contra o tráfico de drogas. A pergunta é a seguinte: por que o anúncio assim tão chamativo?
E isso, agora, levou-me a uma nova pergunta: por que já não o fizeram antes?
Mas para começar tranqüila, vou apenas fazer uma pergunta baseada em uma ocorrência do dia de hoje em uma banca de jornal do meu querido Rio de Janeiro. A manchete dizia: "FALTAM 12 DIAS". Este é o número de dias que faltam para que a polícia tome alguns morros cariocas em uma operação contra o tráfico de drogas. A pergunta é a seguinte: por que o anúncio assim tão chamativo?
E isso, agora, levou-me a uma nova pergunta: por que já não o fizeram antes?
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