16 de abril de 2008

Diretas Já

  • Hoje o grande movimento pelas eleições diretas no Brasil completa 24 anos, coincidentemente a mesma idade desta que vos escreve. Ao constatar o aniversário desta data tão importante (não que meu aniversário em 10 de março não seja importante, mas aqui me refiro ao comício das Diretas), não pude deixar de compartilhar minha revolta.
  • Depois de tanta luta, tanta morte, tanto cacete, tanto DOPS pra cá e para lá, vemos que nosso direito ao voto transformou-se de sonho em tédio. Quem, hoje, sente-se estimulado por eleições no Brasil a não ser os próprios políticos? Olhamos aquela lista interminável de candidatos, daqueles famosos até o Zé Pipoqueiro da Praça. O problema é que nem o engravatado nem o humilde nos seduz. Foi para isso que tantos morreram entre 1964 e 1985?
  • Já ouvi dizer que gente boa não se candidata, e que o poder corrompe. Qual então seria a solução?

1 de abril de 2008

Estrelas e Átomos

É sempre muito bom sentar ou deitar olhando as estrelas do céu e mostrar aos amigos que os átomos são divisíveis. Espera aí! Os átomos são divisíveis? Bem, ao menos numa noite brilhante e com amigos tão doidos quanto eu, sim. Aí vem alguém de algum lugar e diz: "mas os átomos são divisíveis!" táa táa! Então pega aquilo lá que forma o átomo, aquilo que seja indivisível, certamente você vai encontrar alguma coisa ali que não seja dividida mais, certo? Muito bem... O que será? Elétrons, neutros, fótons, quarks, cordas, pontos ou seja o que mais! Seja lá aquilo que você acha que não é divisível nós mostramos que é!

Tome 20 átomos (ou aquilo que você ache que seja indivisível). Se existem 2 pessoas que querem os átomos pra si então cada uma fica com 10 átomos! PRONTO! Isto mostra que os átomos são divisíveis!

"Hey!", dirá alguém, "mas e se tiverem 3 pessoas querendo os átomos?"; Então um de meus amigos resolveram a questão: "cada um fica com 6 e ainda sobram 2 átomos!". Não deixo de citar a frase que sucedeu a solução: "Fantástico amigo! Vocâ acabou de descobrir o resto da divisão!".

Hahaha! Tem coisas que só são engraçadas quando se está na madrugada olhando para o céu estrelado e conversando merda no meio-fim de uma festa!

Beijo a todos.

26 de março de 2008

Testamento

Você que só ganha pra juntar
O que é que há, diz pra mim, o que é que há?
Você vai ver um dia
Em que fria você vai entrar
Por cima uma laje
Embaixo a escuridão
É fogo, irmão! É fogo, irmão!
Por cima uma laje
Embaixo a escuridão
É fogo, irmão! É fogo, irmão!

Pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo...
E você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão,
pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia.
Que fossa, hein, meu chapa? que fossa...

Você que não pára pra pensar
Que o tempo é curto e não pára de passar
Você vai ver um dia, que remorso!
Como é bom parar

Ver um sol se pôr
Ou ver um sol raiar
E desligar, e desligar

Ver um sol se pôr
Ou ver um sol raiar
E desligar, e desligar

Mas você, que esperança...
Bolsa, títulos, capital de giro, public relations (e tome gravata!),
protocolos, comendas, caviar, champanhe (e tome gravata!),
o amor sem paixão, o corpo sem alma,
o pensamento sem espírito(e tome gravata!)
e lá um belo dia, o enfarte;
ou, pior ainda, o psiquiatra.
Você que só faz usufruir
E tem mulher pra usar ou pra exibir
Você vai ver um dia
Em que toca você foi bulir!
A mulher foi feita
Pro amor e pro perdão
Cai nessa não, cai nessa não
A mulher foi feita
Pro amor e pro perdão
Cai nessa não, cai nessa não

Você, por exemplo, está aí com a boneca do seu lado,
linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do material.
É, amigo, mas ela anda longe, perdida num mundo lírico e confuso,
cheio de canções, aventura e magia.
E você nem sequer toca a sua alma.
É, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas...
Você que não gosta de gostar
Pra não sofrer, não sorrir e não chorar
Você vai ver um dia
Em que fria você vai entrar!
Por cima uma laje
Embaixo a escuridão
É fogo, irmão! É fogo, irmão!
Por cima uma laje
Embaixo a escuridão
É fogo, irmão! É fogo, irmão!


(Vinicius de Morais)

27 de fevereiro de 2008

Sozinhos (Parte 4)

Ele era um rapaz inteligente e agradável embora ultimamente andava reclamando muito das coisas. De fato os amigos deixaram de falar com ele, sua família está impossível e o trabalho está insuportável. Coisas boas e duradouras já aconteceram em sua vida e a namorada estava sempre ao lado, resistindo firme e forte com ele, mas só isto não era suficiente. A vida tinha que mudar de alguma maneira.
Acordava e reclamava da família: nada estava certo, no lugar, na hora, na medida. No trabalho chegava resmungando: muita tarefa, pouco tempo, companheiros lerdos e desinteressados no serviço. Depois a namorada vinha e lhe ajudava a desabafar toda a mágoa daquele dia infernal. Ela, porém, ia cansando e eram agora tristes os seus encontros, presos no pensamento fixo e pesado desta conversa rotineira. Ela, enfim, resolveu reclamar também: e houve briga! Ambos para cada lado, mas se amavam muito para deixarem de se ver por iste motivo. Tudo o que a menina desejava era que ele deixasse um pouco a tensão e as reclamações de lado e aproveitasse os momentos deles juntos para que pudessem ser plenos.
O que a briga lhe rendeu, como sugestão da menina, foi a noção de que toda aquela situação estava sendo causada por ele mesmo e que tanta mágoa e tantas reclamações não estavam fazendo bem a ele ou a ninguém próximo: afastava os amigos, não ajudava na situação em casa nem no trabalho e ainda por cima atrapalhava a felicidade de um namoro tão sincero e sólido. Enfim, em momento de ternura inigualável cujo preparo para as pazes era primordial objetivo do garoto, ele resolve confessar para a parceira de sua jornada a sua descoberta íntima:
-- É isto! Eu sou uma merda! Sou orgulhoso e quero tudo perfeito. Não vejo o que os outros trazem de bom para mim, sou um cego para os meus amigos. Tudo o que faço não presta e acho que só estrago nosso amor. Não valho a pena e estou acabando com a minha vida! Estou sendo desagradável a todos e não consigo mudar, sou assim e pronto! O que eu posso fazer? Não sou forte o suficiente para saber lidar com esta situação tensa e difícil e sou um fraco gritando com todos por ai! Sou uma pessoa horrível.
Ela, mesmo triste, continuou com ele. Fazer o quê? Ficar sozinha?

19 de fevereiro de 2008

Conversa Íntima

Fui comprar algodão no supermercado e quando voltei preferí segui um beco em frente e logo sairia atrás do prédio onde moro. No momento que estava no meio do beco estreito, que faz uma curva um pouco discreta, olhei para trás onde haviam pessoas e ninguém olhava aquele beco e quem estava ali. "Neste momento não há ninguém no universo que esteja me vendo, estou fora do campo visual de todas as pessoas", foi o que pensei e tratei de sorrir de canto de boca. Em seguida veio o meu pensamento intervir: "Não! Sempre existe alguém observando, nem que seja Deus!" e eu mesmo achei meio apelativo. No meio de minha conversa comigo mesmo continuo: "Será que é, realmente, este ponto o que valida a existência de Deus para muitas pessoas? Quer dizer: será que as pessoas acreditam em Deus apenas para sentirem que tem atenção nos momentos tristes; porque é muito verdade que quando estamos tristes queremos que alguém olhe por nós, será que é isto que dá segurança sobre a existência divina?" Então meu interlocutor mental concorda: "Não será por isto que certas pessoas dizem que Deus é uma invenção do homem?", "Não sei, mas acho que será um bom tema para colocar no blog quando eu chegar em casa, principalmente agora que Paulinha entrou e lembro que muito antigamente costumávamos conversar sobre estas coisas..."

Paulinha, seja bem vinda (de novo!) e, para os leitores do blog deixo a questão acima: "Será que Deus é uma invenção do Homem?"

15 de fevereiro de 2008

Voltando

Depois de um longo período afastada dos blogs, foi com muita alegria que me reconvidei a participar do blog do meu amigo Thiago. Escrevemos juntos durante um tempo no nosso "Segundo Blog" em parceria com outros excelentes colaboradores. É um prazer estar de volta depois de quase dois anos totalmente dedicados a atividades acadêmicas.

Mas para começar tranqüila, vou apenas fazer uma pergunta baseada em uma ocorrência do dia de hoje em uma banca de jornal do meu querido Rio de Janeiro. A manchete dizia: "FALTAM 12 DIAS". Este é o número de dias que faltam para que a polícia tome alguns morros cariocas em uma operação contra o tráfico de drogas. A pergunta é a seguinte: por que o anúncio assim tão chamativo?
E isso, agora, levou-me a uma nova pergunta: por que já não o fizeram antes?

24 de janeiro de 2008

Início de Ano e Resultados!


Era uma vez um samurai renegado e muito velho já, na verdade ele estava cansado de tanta guerra e de tanta aflição. Ele resolve, então, (porque não?) ensinar mecânica estatística. Guardou sua espada escondida e manteve lá para que ninguém suspeitasse de suas reais intenções, mandou todo mundo se deliciar com suas provas maravilhosas e depois de muito tempo esquecido na história o samurai resolve desenferrujar sua lâmina fatal e passa a espada em sua turma de alunos.

Dizem que se fosse juntado todos os pedaços que ele retalhou seria possível montar outra pessoa; neste momento é impossível não pensar na velha história famosa do doutor Frankenstein... Será que essa era sua real intenção? Será que ele deixou de fazer experiências de singularidades em papel e sobre a nata do leite para testar a constante de young de corpos humanos retalhados? (em ciência se deve testar todas as possibilidades e battousai deve ter imaginado que pessoas retalhadas não teriam a mesma constante que pessoas saudáveis) Será? Eu vi pessoalmente o quanto havia de vermelho em cada prova corrigida.

Bem que ele havia me avisado no dia que lhe visitei em sua sala: "Olha aqui! Um Dez! Que pode cair pra seis e meio ou sete, quem sabe?" Será que foi neste momento que ele resolveu: "perdeu playboy, vai pra final" ? Pois a nota que ele deu pela prova (cópia do gabarito) foi sete e meio. Minha média que seria 7,93 caiu para 6,32: lá se foi meu profissional impecável para o brejo (até parece que eu estava ligando para isto). Detalhe importante: o professor que tinha motivos para me colocar na final, porque eu estava com média 6,67, me passou e battousai que tinha uma disciplina que me empenhei bem e estudei direitinho fez isto...

Muito bem! Nunca havia acontecido este tipo de coisa comigo na universidade, mas agora que senti na pele estou me sentindo muito mais experiente no que diz respeito a isto.

2 de janeiro de 2008

Emancipação da Bahia do Nordeste

Comendo feijoada com meus pais em cima da cama deles, ao assistir o fim do programa Conexão Xuxa de 16/12/07 me assustei com algumas afirmações apesar de eu ter citado a Xuxa , por favor leia este post até o final. Até onde eu entendi, as gravações em Recife e Olinda foram as finais da etapa Nordeste do programa ( "15/12/07 - A grande final em Recife será gravada. Caco Ricci, Jorge de Sá, Adriana Behar, Danielle Suzuki e os adolescentes se preparam. A campeã do vôlei passa perrengue antes da gravação. Quer ver o que aconteceu com ela? Assista!" vide http://conexaoxuxa.globo.com/ENT/Colunas/0,,9932,00-ETAPA+NORDESTE+EXTRA.html).

Dei uma pausa por falta de informação e estou voltando a escrever só hj em 01/01/08 (a tá! Feliz Ano novo pra todos). Até aí, tudo bem. O problema foram as chamadas sobre a próxima fase. No momento que as vi, não quis acreditar no que ouvi; provavelmente eu havia entendido errado. Mas depois do último domingo, tive a confirmação. Depois da etapa Nordeste (com a final em Recife e Olinda), veio a etapa "Salvador"?! ( 01/01/08 - http://conexaoxuxa.globo.com/ENT/Colunas/0,,9322,00-ETAPA+SALVADOR.html). Eu acho isso assustador. Não pelo fato inegável do crescimento da Bahia frente aos outros estados do Nordeste - tanto que já escutei várias vezes o profº Fernando Machado da UFPE falando sobre os grandes investimentos em ciência q a Bahia está fazendo em comparação com Pernambuco - mas pela provável remodelagem "geográfica" do nosso mapa. O interessante disso é perceber claramente qual é a diferença entre estados do nordeste e do sudeste: puramente econômica.

Digo isso pois, a fim de ter mais respaldo no que eu falo, enquanto escrevia o parágrafo anterior, parei no meio pra falar sobre esse assunto com o meu tio Pedro Alcântara. Ele me disse que isso não é novidade: já se ouvia essa história desde início de 1990, principalmente quando o finalmente finado Antônio Carlos Magalhães se elegeu pra senador pela 1ª vez em 1994. Creio eu que uma modificação geográfica deva-se não só a características econômicas, mas também climáticas, culturais e a outros parâmetros sociais. E, pelo jeito, o povo de São Paulo e Rio de Janeiro estão diminuindo esta lacuna via absorção cultural (ou será a velha teoria da conspiração da mídia - através da Globo - empurrando a Bahia neles goela abaixo?).

Eu tenho a tendência ingênua de não me preocupar com o preconceito que não me atinge. Que remarquem as divisas regionais e que os motivos sejam os piores possíveis. Eu não ligo. Só que tenho medo que esse tipo de preconceito me atinja, que a atenção dos próximos governos federais e das empresas nacionais e internacionais fixem desequilibradamente sobre o sul e sudeste (acho q isto já seja verdade, mas não sei onde procurar na net dados que comprovem).

E como nós do nordeste ficamos? Será que a minha revolta é a d ver alguém que se afundava comigo se salvando e não me levando junto? Pode até ser, só que espero que este sentimento se transforme em algo tão nobre quanto sede de justiça, algo como em querer ver o bem igual para todos. Agora ................ não sei mais o que escrever. Tudo isso me cansa ao me fazer pensar sobre um monte de coisas (CPMF, aumento de fiscalização, minha tendência em ser corrupto, etc.).

21 de dezembro de 2007

Final de Ano e Provas...

Eliasibe diz que vai entregar a prova ao professor e eu pergunto a ele se não quer que eu vá junto, ele diz que não e permaneço no D.A., mas depois ele volta dizendo "Bora". Nós subimos as escadas até as salas dos professores e eu o disse que já havia entregado minha prova por baixo da porta, mas queria conversar com o professor sobre o DEZ que eu me dei... Quando bati na porta houveram duas respostas simultâneas, uma de Eliasibe e a outra do professor: "Eu não bato assim!"- "Entra!" Quando entramos o professor diz: "Eliasibe, prooonto! Está com a prova? hupf, Thiago, daqui há uns dois minutos...". Assim eu fiquei do lado de fora perdendo a coragem de falar sobre a prova. Depois de algum tempo Eliasibe sai com a prova entregue (imaginei por instantes o que havia de tanto pra falar naquele tempo todo com o professor, devia ter sido algo sobre alguma questão) e o professor pergunta: "Cadê o Thiago, está ai?" Eu entro e fecho a porta, não vejo mais Eliasibe que se foi para o D.A..
"Professor, é que venho falar sobre a prova... o segundo exercício escolar e o terceiro..."
"Não! Por favor, Não!"
"O senhor recebeu minha prova? deixei em baixo da porta..."
"Sim, recebi!" Ao passo que ele foi buscar estava no topo da pilha de provas "Olha aqui! Um Dez! Que pode cair pra seis e meio ou sete, quem sabe???"
Senti vontade imensa de rir, o jeito dele..."Professor!!! É justamente sobre isto que eu vim falar com o senhor..."
"Mas rapaz, eu não vi a prova ainda, não sei como está"
"É, queria falar com o senhor sobre um detalhe numa questão, que não está exatamente igual"
"Sim, mas..."
"É que quando fui falar com o senhor disse que era para corrigir segundo o que eu achava certo, daí eu coloquei os pontos onde eu achei que valia a nota...Mas não sei o que o senhor vai fazer..."
"Sim, quando você voltar do recesso..."
"Lá para o dia 9...??"
"É! No sig@ você vê sua nota..."
"Mas professor, como vou saber se o senhor vai dar o ponto inteiro? queria argumentar caso tivesse alguma discordância..."
Então ele já abrindo a porta e sorrindo... "Fique tranquilo, rapaz! Aparentemente você é o único com medo..."
"Não sei..." ai eu ri também (d- n)aquela situação, "Está bem...". "Ahh! Boas festas professor feliz natal e ano novo aí..."
E ele sorrindo e fechando a porta "Sim, para você também"
E eu fui embora achando graça...

3 de dezembro de 2007

Perfil

A vida hoje me parece algo realmente engraçado; há momentos que eu olho para como eu a venho levando e acho que é tudo tão estático, tão monótono... No instante seguinte observo o quanto as coisas seguem rapidamente e quantas coisas interessantes aconteceram neste curto espaço de tempo.

Perco, todos os dias, tempo. Não estudo direito, não aproveito direito o tempo livre, não sei administrar os momentos para que sejam plenos, mas de alguma forma tudo acaba se encaixando e minha concepção me lembra que tudo faz parte de uma livre e desmotivada escolha minha, cegamente e quimicamente determinada pelo destino, concerindo dizer que meus gostos possam ser influenciados por razões sociais.

Na verdade eu não conheço ninguém igual a mim nem parecido. Vejo pessoas que gostam de meu jeito e outras que me olham com reprovação. Calmo, monótono, intelectual e paciente são propriedade dadas a mim pelos olhos brilhantes de alguns de vcs; Doido, agitado, perdido e confuso são outras dadas por outros. Muitas pessoas me conhecem, mas poucas me reconhecem por meus atos; quando alguém me reconhecer por meus atos este alguém certamente pode se considerar que me conhece de verdade. É claro que ninguém nunca conhece a si mesmo integralmente e muito menos a outros, mas estes me conhecem no ponto que podem dizer que são amigos ou que se importam suficientemente a ponto de me conhecerem o caráter.

Minha vida segue um movimento uniforme com leves variâncias estatísticas que, vez ou outra, me obrigam a dar saltos quânticos. Traduzindo: eu levo uma vida rotineira que de vez em quando me empurra pra mudar algumas coisas aqui outras ali. Tudo é normal, agradecimentos a Deus e aos amigos mais próximos...

Me pego hoje refletindo no que foi o passado e como ele me mudou. Meus amigos mais novos me fazem lembrar as situações que vivi e como o hoje foi construído pelas resoluções que tomei. Outros amigos, mais velhos, me fazem imaginar o que eu quero para o futuro... É verdade, porém, que estes são em menor número e mais ocupados implicando em mim que planejamento não é algo que eu faça com compromisso: existe uma flexibilidade, uma alternativa de se ter mais alternativas.

Aqueles respeito, gentileza e pacividade que antes eram implacáveis hoje quase não têm sombras, sigo diversas vezes desmotivado com a falta de animação de todos aqueles que seguem nas ruas: não há mais animação social, intelectual, familiar e muitas vezes íntima. Tudo está interligado e a rigidez do todo complica a rigidez das partes.

E a vela se acende todos os dias e todos os dias são muito diferentes...

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