19 de setembro de 2007

Acreditar...

Todo dia eu dependo de minha mãe para acordar e ultimamente ela anda se cansando de ficar horas gritando para eu criar coragem de sair da cama. Em especial houve um dia, nas recém terminadas férias, que ela me deixou largado lá para acordar perto das 13 horas, mas não foi isso que aconteceu: eu fui chamado a acordar por outra pessoa, escutei aquela vozinha e, como de costume, pedi mais algum tempo. Depois que me levantei não havia mais ninguém em casa e estranhei a sensação.

Alguns dias depois não foi uma interação sonora, mas um vulto verde que estranhei. O que teria sido aquilo? Na verdade eu não vejo vultos a muito tempo e ver um vulto agora seria engraçado: gosto de relembrar estes sentimentos; é como sonhar -- faz tanto tempo que nao sonho com nada -- mas essa é outra história...

No dia 'D' -- agora 'D' de quê eu não sei, mas é um costume do povo dizer que é o dia 'D' quando alguma coisa importante acontece -- eu estava no laboratório de átomos frios no departamento de física quando, às 12:11 horas da manhã/tarde, alguém menciona meu nome no telefone. Atendo e reconheço aquela voz que outrora me acordara, a criatura do outro lado me chama para falar no Hall.

Quem seria? Quando subi as escadas e olhei não havia ninguém no Hall, então ele me tocou as costas na altura do tórax, quando me virei vi aquela figura estranha e nanica me considerando com rigidez. Falava da vida e de minhas escolhas e que não tinha muita coisa certa e eu só conseguia pensar "Estou vendo um duende!!".

Ele disse que pagaria meu almoço e fui com ele, só falava da minha vida desde que nasci e de como eu estava transviado dos meus sonhos antigos: a astronomia, a música, etc. Eu comecei a pensar que poderia estar louco vendo coisas que não existem, foi este o momento que ele me olhou fixamente e disse, naquele mais sério momento que já presenciei em vida: "para acontecer algo, antes você tem que acreditar" e, quando passei a mão nos olhos em reação comum à queda de cisco, ele não mais estava lá.

Que coisa estranha! Será que ele desapareceu porque não acredito em duendes? Mas a verdade é que ele não pagou o meu almoço e isso o torna não digno de credibilidade. Quando cheguei em casa minha mãe perguntou se eu tinha falado com um amigo verde!

2 comentários:

Eu disse...

Eu nunca vi um duende. Eu acho. Mas já vi um anão.

Silvia disse...

Menino, es muito doidão!